TRAUMA: Empresa DIMPI foi contratada sem necessidade e gerou “enriquecimento ilícito” com lucro superior a 90%

A Empresa DIMPI – GESTÃO EM SAÚDE LTDA (CNPJ 10.893.674/0003-88) recebeu entre os anos de 2016 e 2019 R$ 7.340.403,89 da Cruz Vermelha para prestar serviços no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, mas, de acordo com relatório do Tribunal de Contas da Paraíba, o contrato é “desnecessário” e serviu para gerar “enriquecimento ilícito com dinheiro público”, uma vez que a  DIMPI teve um lucro superior aos 90%.

 

O TCE chegou a emitir um alerta apontando diversos problemas no contrato com a empresa e destacou a furtuna que o Estado estava perdendo com o contrato da DIMPI. “Representando uma lucratividade de 91,56%. É um resultado que não se verifica em nenhuma atividade formal, constituindo-se em ato antieconômico efetivado pelos gestores do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena quando da contratação da referida empresa, gerando enriquecimento ilícito com dinheiro público”, diz o TCE.

 

Relatório de Acompanhamento da Gestão elaborado pela Auditoria do Tribunal concluiu que o contrato realizado com a empresa é desnecessário ao funcionamento do setor alvo do  contrato, uma vez que a DIMPI “não dispõe de nenhuma tecnologia ou solução que tenha contribuído para a redução de custos na realização dos exames, nem comprovado aumento de eficiência”.

O que mais chama atenção é que, de acordo com auditoria, a estrutura da empresa DIMPI é passível de absorção pela administração do Hospital, o que representaria uma economia significativa economia para a unidade de saúde. Na prática, foi diagnosticado que o Hospital teria como prestar o serviço sem contratar a empresa.

 

Supostas irregularidades com a administração da Cruz Vermelha no Hospital de Trauma vêm sendo investigadas pelo Gaeco e já levou a prisão figurões do esquema definido pelo Ministério Público como “Organização Criminosa (OCRIM)”. Na noite desta terça, a ex-secretária de Administração, apontada como uma das cabeças do esquema, recebeu liberdade da prisão. Ela estava presa desde o dia 16 de março, mas teria feito um acordo de colaboração premiada e entregue ramificações da OCRIM, o que deve levar a novas fases da Operação Calvário.

 

 

 

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