“Temos problemas muito graves para achar que o colapso educacional do nosso País é Paulo Freire”, diz Pedro na presença de ministro da Educação

O presidente da Comissão de Educação na Câmara Federal, o deputado Pedro Cunha Lima (PSDB), utilizou a tribuna nesta quarta-feira (15), durante reunião da Comissão Geral destinada a ouvir o ministro da Educação, Abraham Weintraub, e afirmou que não concorda com a guerra ideológica que se tenta travar dentro do MEC, enquanto o País passa por sérios problemas. Informou ainda que o colegiado que preside fará resistência para proteger o orçamento da educação.

“A Comissão de Educação não vai deixar de cumprir o seu papel de fazer resistência, de proteger o orçamento da educação e de esperar que o rumo dado seja soluções técnicas. Se o Governo tem a necessidade de fomentar uma guerra ideológica não será no MEC. No Ministério não tem espaço para isso. Nós temos problemas muito graves, muito sérios, para achar que o colapso educacional do nosso País é Paulo Freire”, disse.

Pedro lembra que é obrigação da Comissão de Educação fiscalizar o MEC e acompanhar de perto o que acontece naquela pasta. “É muito triste nos depararmos com o resultado educacional do nosso País hoje. Nós sabemos que precisamos de mudanças e que é necessário dar um novo rumo. Então, para falar sobre a atratividade da carreira de professor, sobre evasão escolar, sobre formação e valorização do professor, sobre as creches inacabadas do Proinfância que estão espalhadas pelo nosso País e sobre o Fundeb, para resolver o nosso déficit de aprendizagem, a Comissão de Educação quer contribuir”, destacou.

Convocação – O ministro foi convocado pelos deputados para explicar os cortes nas verbas de universidades e institutos federais. No dia 30 de abril, Abraham Weintraub anunciou que a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade Federal Fluminense (UFF) teriam os repasses bloqueados em 30% por promoverem “balbúrdia”. No mesmo dia, o bloqueio acabou estendido para todas as universidades e institutos federais.

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e o Instituto Federal da Paraíba (IFPB) perderão, juntos, um total de R$ 103.371.137 pelo contingenciamento de recursos anunciado pelo Governo Federal.

Dados do governo contabilizam o bloqueio de R$ 1,7 bilhão do orçamento de todas as universidades, o que representa 24,84% dos gastos discricionários e 3,43% do orçamento total das federais.

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